segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Eu vejo
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A viagem
terça-feira, 23 de novembro de 2010
faces e mundos, faces imundas
sábado, 6 de novembro de 2010
Questão 1:
- Você é louco?
- Bem, não quero que você tenha essa impressão a meu respeito. Não sou louco. Verdade é que já vivi além, que andei por mundos desconhecidos, que vi e ouvi a respeito de coisas passadas, e que presenciei coisas futuras.
Sou louco? Não. Os loucos vivem em outros mundos. Eu já visitei outros mundos, mas não vivo neles. É diferente.
Minha vida. Preciso rever minha vida. Arrumar as coisas, fazer as malas. Preciso partir.
Não vou me aproximar. Vou fugir. Esconder é o que faço melhor. Não quero aproximar. Vou ficar oculto, observando.
Não poderia ser louco. Perderia você. Tenho que me controlar. Tenho que coordenar minha mente para não perder você.sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Eu quero sempre mais
A minha vida Eu preciso mudar Todo dia
Prá escapar Da rotina Dos meus desejos
Por seus beijos...
E os meus sonhos Eu procuro acordar
E perseguir meus sonhos..
Mas a realidade Que vem depois
Não é bem aquela Que planejei...
Eu quero sempre mais!... De ti!
Por isso hoje Estou tão triste
Por que querer está Tão longe de poder?
E quem eu quero Está tão longe
Longe de mim...
Longe de mim!
sábado, 16 de outubro de 2010
Histórias sempre se repetem
terça-feira, 5 de outubro de 2010
os que se aprisionaram
Certa vez encontrei uma pessoa que, pelo tempo, distância e por culpa de nós mesmos, havíamos nos perdido. Essa pessoa não era mais como antes. Senti seu perfume, ouvi sua voz, mas não era a mesma que eu conhecia.
Não havia o mesmo brilho nos olhos, não havia o mesmo sorriso no rosto. Perdera sua espontaneidade. Não possuía mais sua bela insanidade.
Perguntei o que havia ocorrido e, antes de ter a resposta, percebi as marcas de grilhões em seus punhos e canelas. Vi várias cicatrizes redesenhando suas costas. Vi a exaustão em seus ombros.
Lembrei de casos semelhantes ocorridos naquela cidade. Não havia escravos, pois os grilhões estavam destrancados. Não havia maus-tratos, pois os senhores já estavam mortos.
Por que está assim? Perguntei novamente. Onde estão seus amigos? Por que andas sozinha?
Meus amigos não pagam minhas dívidas. – respondeu.
E, encerrando a fala, virou-se e retornou ao seu caminhar em direção às novas penitências.
Dizem que é assim a vida dos que venderam a alma: acordam, buscam dívidas pela manhã, pagam as dívidas a tarde, e dormem. Acordam no dia seguinte e novamente buscam dívidas pela manhã, pagam as dívidas a tarde, e dormem. E assim é dia após dia.